propósito e público

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Eu

Eu







Eu sou importante
No coração de alguém,
E tenho certeza
Que você também!

Na minha família
Eu sou amado,
A todos respeito
E sou respeitado!

Também na escola
Sou aceito e querido,
Tenho muitos amigos
Que gostam de brincar comigo!

Mamãe me protege
E me dá atenção,
Me fala que moro
No seu coração!

Papai é bondoso,
É meu companheiro,
Trabalha por nós
O ano inteiro!

No lugar onde moro
Tenho muitos amiguinhos,
Brincamos todos os dias,
São legais os meus vizinhos!

No meu bairro tem um padre
Que fez o meu batizado,
Ele diz que por Jesus
Eu também sou muito amado!

No meio de tanta gente
Descobri que sou amado!
Papai e mamãe me disseram:
- Filho você foi desejado!

Liamar de Ataydes Martins

sábado, 21 de abril de 2012

O Direito das Crianças

O Direito das Crianças





Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.


Ruth Rocha


As Tias

As Tias





Tenho mais tias
que as titias,
irmãs da mãe e do pai.

Vejam só:
uma tia me ensina
a dançar,
outra me ensina
a rezar,
uma senta comigo
para historinhas
contar,
outra me olha
a brincar,
uma...
outra...

Mas, a tia
de quem mais gosto...
— Posso falar?
É a que mostra
as sementinhas das letras
e me faz ler e estudar.



 Cleonice Rainho


A Avó

A Avó




A avó, que tem oitenta anos,
Está tão fraca e velhinha! . . .
Teve tantos desenganos!
Ficou branquinha, branquinha,
Com os desgostos humanos.


Hoje, na sua cadeira,
Repousa, pálida e fria,
Depois de tanta canseira:
E cochila todo o dia,
E cochila a noite inteira.


Às vezes, porém, o bando
Dos netos invade a sala . . .
Entram rindo e papagueando:
Este briga, aquele fala,
Aquele dança, pulando . . .
 

A velha acorda sorrindo,
E a alegria a transfigura;
Seu rosto fica mais lindo,
Vendo tanta travessura,
E tanto barulho ouvindo.

Chama os netos adorados,
Beija-os, e, tremulamente,
Passa os dedos engelhados,
Lentamente, lentamente,
Por seus cabelos, doirados.
 

Fica mais moça, e palpita,
E recupera a memória,
Quando um dos netinhos grita:
"Ó vovó! conte uma história!
Conte uma história  bonita!"
 

Então, com frases pausadas,
Conta historias de quimeras,
Em que há palácios de fadas,
E feiticeiras, e feras,
E princesas encantadas . . .


E os netinhos estremecem,
Os contos acompanhando,
E as travessuras esquecem,
— Até que, a fronte inclinando
Sobre o seu colo, adormecem . . .


Olavo Bilac